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fado positivo

Porque não estamos condenados a ver sempre o copo meio-vazio, aqui só se destaca o copo meio-cheio

fado positivo

Porque não estamos condenados a ver sempre o copo meio-vazio, aqui só se destaca o copo meio-cheio

Segundo o Público (o relatório ainda não está online) "no ano passado, 17.082 doentes estavam em lista de espera há mais de doze meses, menos 16 por cento que em 2008 (20.400). Entre 2005 e 2009, este número reduziu 81 por cento".

A mediana do tempo de espera por uma cirurgia caiu 8,1% só de 2008 para 2009, de 3,7 para 2,4 meses.

Curioso ainda notar que os doentes do Alentejo esperam metade (em termos da mediana) que os doentes da região de Lisboa.

No EuroBarómetro sobre atitudes face ao álcool, é perguntado às pessoas se consumiu alcóol nos últimos 12 meses. Em Portugal há 42% que respondem que não, colocando o país em primeiro lugar. A média da UE é de 24%.

Quando se pergunta a quem bebe, qual é a quantidade diária, os portugueses também respondem quantidades mais pequenas.: 81% diz apenas 1 ou 2 bebidas, enquanto a média europeia é de 69%.

 

P.S. alguma imprensa tonta que não sabe ler relatórios, anda para aí a dizer o contário. Como sempre, eu deixei o link da minha fonte. Convido todos a darem uma olhada

O que me faz escrever blog é a noção deturpada que temos e que recebemos da realidade. A má notícia merece manchetes, a boa merece desconfiança. Começo aqui uma série de posts que mostram o porquê deste blog, a propósito do EuroBarómetro que referi no post anterior.

 

Os portugueses estão convencidos que há uma alta probabibilidade de acontecimento de erros nos hospitais. Em todas as cinco categorias de erros hospitalares (infeções, diagnóstico errado ou tardio, problemas na medicamentação, error cirúrgicos e problemas no equipamento) os portugueses consideram-nos bem mais prováveis do que a média europeia.
Mas quando se pergunta se ocorreu realmente um problema, afinal os portugueses são os segundos que se queixam menos de problemas reais, entre os 27 países da UE.
Curiosamente o estudo procura também saber de onde vem esta perceção dos erros, perguntado em que fonte se baseiam as respostas. Os portugueses são os que se baseiam MENOS, de todos os 27 países, em experiência pessoais e estatísticas oficiais, baseando-se bem mais do que a média no que vêem na TV.
Por fim quando perguntados se o sistema de saúde é melhor do que nos outros países da UE, apenas 3% estão convencidos de sim. Apenas os Hungaros e os Búlgaros estão mais pessimistas.

A Comissão Europeia publicou um Eurobarómetro sobre cuidados de saúde.

Quando se pergunta aos europeus se já tiveram uma má experiência num hospital (como infeções hospitalares, error cirúrgicos, etc.) os hospitais portugueses aparecem no segundo melhor lugar na lista. Apenas 13% dos pacientes se queixa de tal ter acontecido, sendo que apenas os austríacos se queixam menos. A média europeia é o dobro da nacional, 26%.

 

A Health Consumer Powerhouse, que corrigiu os últimos dados sobre o sistema de saúde em Portugal - colocando-o agora 4 lugares acima, veio afirmar que Portugal "é o melhor da Europa na área da e-saúde".

Portugal tem "um desempenho muito bom quanto à introdução de ferramentas de suporte electrónico, como sejam a marcação de consultas online e a informação clínica aos doentes, em que Portugal, de facto, atinge a pontuação mais elevada da Europa. Portugal está bem classificado quanto à mortalidade infantil e ao número de transplantes renais. (...)é fascinante observar que Portugal tem sido capaz de ultrapassar os países mais ricos da Europa Ocidental através do uso estratégico de TI (Tecnologias de Informação) para melhorar o acesso e a prestação de cuidados de saúde”.

A propósito da publicação do anuário estatístico, o Eurostat lançou alguns dados contidos nele como publicidade. O primeiro destaque vai direitinho a Portugal: 

There were 4.7 cases of infant mortality per 1 000 live births in the EU27 in 2006, down significantly from 28.6 in 1965 and 12.8 in 1985. In all Member States, the infant mortality rates decreased between 1965 and 2007. The largest absolute falls in the rate were recorded in Portugal (from 64.9 infant deaths per 1 000 live births in 1965 to 3.4 in 2007).