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fado positivo

Porque não estamos condenados a ver sempre o copo meio-vazio, aqui só se destaca o copo meio-cheio

fado positivo

Porque não estamos condenados a ver sempre o copo meio-vazio, aqui só se destaca o copo meio-cheio

Eurostat
A maioria dos países europeus tem aprovetiado a melhoria económica dos últimos anos para reduzir o peso da dívida pública na economia, mas em Portugal essa redução tem sido ao dobro da velocidade. Enquanto a dívida pública média europeia caiu 3,4 pontos percentuais (pp) em 2018 comparando com 2016, e 1,7pp comparando com 2017, Portugal reduziu 7,7pp e 3,3pp respetivamente.
Uma das causas é o baixo défice português, que pela primeira vez fica melhor que a média europeia, 0,5% do PIB contra 0,6%!

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Os mercados há muitos meses que têm mais confiança na dívida portuguesa que na italiana, sendo que os juros que cobram a Portugal são claramente mais baixos que os cobrados a Itália.
A confiança em Portugal tem subido tanto que os seus juros estão cada vez mais próximos dos de Espanha (um país com um peso da dívida pública bem menor), ao ponto de haver vários casos em que estão abaixo! Na foto há um exemplo disto, nas cotações de hoje. Enquando os investidores negoceiam uma obrigação espanhola a ser paga em julho de 2023 pedindo um juro implícito (yield) de 0,145%, à obrigação portuguesa que só será restituída depois, em outubro de 2023, é apenas pedido 0,116%.

Fonte: Bolsa de Frankurt

 

INE:

A população empregada voltou a subir em outubro e em novembro de 2017. De setembro para outubro havia mais 5300 a trabalhar, e em até novembro havia mais 12600, aproximadamente mais 200 pessoas empregadas por dia. Com isto chegou a um número total que não se via há uma década.
A população entre os 15 e os 74 anos com emprego também subiu para os 62,2%, o que é o valor mais alto desde 2002.

 

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Eurostat:

O aeroporto de Lisboa voltou a ter dos maiores crescimentos na Europa em 2017 (dados publicados hoje), em números de passageiros. Dos 30 maiores aeroportos, apenas Varsóvia cresceu mais. Como consequência, Lisboa volta a galgar posições no ranking, tendo passado de 21º mais movimentado para o 15º em apenas dois anos! Está agora à frente de Estocolmo, Stansted, Bruxelas, Milão, Viena, etc.

Mas a subida impressionante não foi apenas na capital. A nível nacional, o número de passageiros subiu 16,5% quando a média europeia subiu menos de metade, 7,3%.

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Eurostat:

O desemprego em Portugal não continua a crescer apenas em termos absolutos (tendo atingindo o melhor valor dos últimos 16 anos), mas mesmo comparando com os nossos parceiros europeus. O Eurostat destaca hoje Portugal como um dos países onde o desemprego mais caiu nos últimos 12 meses, o que fez com que ele seja agora menor cá, do que na média europeia. É a primeira vez desde junho de 2005, que há menos desemprego em Portugal do que na UE.

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DN:

Ricardo Paes Mamede escreve hoje sobre a perceção negativa errada que temos do Estado português, algumas vezes baseadas em acontecimentos isolados, e muitas vezes indo até contra a nossa experiência objetiva. Alguns excertos:

Parte das nossas percepções sobre o funcionamento do Estado decorre também do que é difundido pelos meios de comunicação social e nas redes sociais. Se alguma coisa correr muito mal, isso é mais facilmente motivo de notícia ou de conversa do que tudo o que corre bem no dia-a-dia. Por cada pessoa que morre num hospital por negligência, há centenas de milhares de pacientes que receberam o tratamento adequado e milhares de vidas que foram salvas - mas só a primeira será notícia.

(...) todos os anos o Fórum Económico Mundial publica um relatório sobre várias dimensões relevantes para a competitividade dos países. O relatório cruza informação de várias fontes, tentando reduzir a subjectividade resultante de impressões casuísticas. Há vários anos que esta publicação diz o mesmo sobre Portugal: o nosso país tem um desempenho sistematicamente superior a todos os outros países comparáveis no que respeita ao funcionamento das instituições públicas.

Comparado com os restantes países do sul da UE (Espanha, Itália, Grécia) ou dos países da Europa de Leste, o retrato que emerge de Portugal é muito mais benigno em indicadores relacionados com ética, corrupção, subornos e desvio de fundos, confiança nos políticos, independência do sistema de justiça, favorecimento de interesses particulares pelos decisores políticos, eficiência da despesa pública, entre outros. Nestes indicadores o desempenho português está mais próximo de França, Alemanha ou EUA - nações com economias muito mais avançadas - do que de países com níveis de desenvolvimento comparáveis ao nosso.

(...) os apoios às empresas financiados pelos fundos europeus em Portugal têm cumprido todos os principais objectivos a que se propõem - aumentar o investimento, a competitividade, a inovação, a internacionalização e a qualificação dos trabalhadores. Estas conclusões, apesar de robustas, contrastam com a percepção generalizada sobre a má utilização dos fundos europeus em Portugal.

INE:

A taxa de desemprego em setembro foi de 6,6% de acordo com INE (dados corrigidos de sazonalidade). São menos 18,2 milhares desempregados que no mês anterior, menos 100,1 mil que um ano antes.
Olhando para os valores históricos do desemprego em Portugal, é preciso recuar até setemvro de 2002, 16 anos antes, para encontrar um valor melhor que este.

Eurostat:

O Eurostat compara hoje o número de europeus em risco de pobreza ou exclusão social em 2017, com os mesmos indicadores em 2008. O número de pessoas em Portugal, que está em risco de uma dessas situações, baixou de 2.757 milhares para 2.399 milhares. Percentualmente foi uma redução de 2,7pp, mais do dobro da redução europeia que foi de 1,2pp.

Mais impressionante é que esta forte melhoria é contrária ao que aconteceu aos restantes países do Sul. Grécia, Itália e Espanha tiveram o primeiro, o segundo e o terceiro pior desempenho.

Portugal teve um forte melhoria num indicador de pobreza: o número de pessoas a passar por dificuldades materiais* caiu de 9,7% para 6,9%, tendo alcançado a média europeia (e estando muito melhor que a Itália e muitos outros).

*Severely materially deprived persons have l iving conditions constrained by a lack of resources and experience at least  four out  of  the  nine following  deprivation  items:  cannot  afford  1)  to  pay  rent/mortgage  or  utility  bills  on  time ; 2)  to  keep  home  adequately warm ; 3) to face unexpected expenses ; 4 ) to eat meat fish or a protein equivalent every second day ; 5) a one week  holiday away from home ; 6) a car ; 7) a washing machine ; 8) a colour TV ; or 9) a telephone (including mobile phone).