09
Abr 12

Portugal continua com combustíveis mais baratos que a média europeia

Comissão Europeia e DGEG

Bem sei que a imprensa passa a ideia contrária, mas nada como irmos aos dados para vermos que o copo está mais cheio que vazio.

Os últimos dados da Comissão Europeia indicam que o preço médio do gasóleo é de 1,479€ por litro em Portugal, menos 4,25 cêntimos que a média europeia, que foi de 1,5215€. Os italianos pagam mais 25,9 cêntimos que nós ao litro! Os gregos pagam mais 11,5 cêntimos.

E a gasolina 95? Em Portugal paga-se 1,714€/l, bem menos que na Itália (1,843€) e na Grécia (1,834€). Se compararmos com a Zona Euro, vemos contudo que pagamos ligeiramente mais, mais um cêntimo apenas. Comparando com os 27, pagamos mais 4 cêntimos.

Para tirarmos uma conclusão temos de saber qual a importância de um e de outro combustível. Os dados da DGEG mostram que em Portugal se consome 3,6 vezes mais gasóleo que gasolina. Tomando isto em consideração, conclui-se que os condutores portugueses pagariam mais 2,4 cêntimos ao litro se tivéssemos preços iguais à média europeia.

 

Sim. Apenas comparei com dois países dos três do países da Europa do Sul, porque é exactamente a Espanha que está a distorcer a impressão que se tem em Portugal sobre os nossos preços. Espanha tem preços extremamente baixos, mas se queremos uma comparação justa, ela tem de ser feita com a média europeia.

publicado por Miguel Carvalho às 14:10 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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09
Abr 12

Quando as boas notícias se tornam enfadonhas: as exportações outra vez

INE:

Já perdi a conta do número de vezes, consecutivas, que escrevo isto: as exportações cresceram bem mais que as importações. Já devem ter sido umas 30.

No trimestre que acabou em Fevereiro, as importações de bens até caíram, -6,0%, e as exportações voltaram a dar um pulo, 10,2%, em relação ao trimestre homólogo. O défice comercial nos bens, caiu assim 39% num só ano, sendo agora de 2.884 milhões de euros.

O INE volta a chamar a atenção que o preço do petróleo impede que haja melhores resultados. Em quase todos os sectores houve uma queda das importações, havendo apenas duas excepções: "partes, peças separadas e acessórios" com um aumento de 2,5%, mas ainda assim perto da média dos -6%, e "produtos primários" nos combustíveis com +79,3%!. Se as importações nesta categoria fossem iguais às do ano passado, o défice comercial estaria abaixo dos 2.000 milhões de euros, uma queda de 60%.

publicado por Miguel Carvalho às 11:46 | comentar | favorito